terça-feira, 23 de agosto de 2011

(sem título)

I could have a second skin
I'd probably dress up in you ♪ ♫♪ ♫


Nunca me importei muito de perder. Nada. Sei o quanto isso parece muito com desprezo. Mas acredite em mim, não é! É antes por eu ser assim, toda feita de saudade.

E tudo que me deixa, independente de como, onde ou por que, é meio como algo que volta para lugar ao qual pertence. Assim como eu volto sempre para a minha posição de origem. Talvez não possuída (ou consolada) por um sentimento de resignação, mas pelo de natividade.

A saudade me veste como um agasalho em noite fria. E a sede de lágrimas que eu sinto desde sempre nunca conseguiu ser saciada com nada que não lágrimas. Porque eu choro. Choro tudo que me vai. Um choro ironicamente confortável.

Porque é assim que funciona, só quando as coisas vão existir bem longe de mim é que eu sinto que elas finalmente me pertencem.


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