Aí que eu aprendi que meu grande problema é que eu não consigo não passar todo o meu tempo criando marcos temporais. Sem assim: “quando eu for velha eu vou ser feliz”. “Quando passar esse semestre, eu vou começar a gostar disso”, “Quando...”, “Quando...”, “Quando”...
Aí, vendo que isso realmente me fazia mal e que uma coisa é procrastinar o dever de casa, outra é a felicidade, resolvi mudar. E fui tentando, a duras penas, parar de estabelecer esses marcos. Só que o resultado foi um grande #fail.
Na sociedade controlada pelo SOMA, do Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley, as pessoas precisavam, vez ou outra, tomar uma dose de Paixão Intensa. E essa Paixão Intensa eu só experimentava nos ritos. Só na passagem do marco. Depois caía no limbo, voltava ao normal e situava minha felicidade bem longe de mim de novo. Mas tinha a Paixão Intensa.
Então eu concluí que precisava trazer os marcos de volta. Ok. Eles virão. Mas não se pode ter tudo na vida, certo? Então pra cada marco estabelecido, de agora em diante, vou ter que lidar com uma ruptura. Simples assim. Porque se você só vai ser feliz Quando, Quando vai ter que ser agora. Sem espera. Na marra!
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